



FICHA LIMPA COMPLICA VIDA DE POLÍTICOS CORRUPTOS E ALIANÇAS POLITICAS
A Saída do cenário eleitoral de figurões impedidos de se candidatarem altera rede de apoio pelo paísA decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de validar a Ficha Limpa para candidatos condenados antes da sanção da lei embaralhou a montagem dos palanques em Estados importantes como Rio e Maranhão e no Distrito Federal. Se os partidos já quebravam a cabeça para amarrar costuras regionais, a interpretação dada à norma pode tirar do páreo fortes concorrentes e obrigar direções partidárias a revisar alianças e estratégias.
No DF, o principal afetado poderá ser o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que renunciou ao mandato de senador para escapar de um processo de cassação. Líder nas pesquisas, vai tentar manter a candidatura, mas sua situação já provocou o primeiro efeito colateral importante. O atual governador, Rogério Rosso (PMDB), que não disputaria a eleição, decidiu se lançar candidato para atrair o apoio de DEM, PSDB e PTB.
Aliado da petista Dilma Rousseff, o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) estuda a retirada da candidatura e sua substituição pelo deputado estadual Wagner Montes (PDT). Uma decisão do TRE já tinha tornado Garotinho inelegível, mas ele apostava na reversão da sentença no TSE. A interpretação dada à Ficha Limpa, porém, tornou sua situação mais complicada.
No Pará, o deputado Jader Barbalho (PMDB) lidera as pesquisas para o Senado e tinha sua eleição considerada certa. Agora, corre o risco de ver sua campanha barrada pela Justiça.
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