quinta-feira, 24 de junho de 2010

CONSELHO INVESTIGA PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO




A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça abriu sindicância contra o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Zveiter.

Ele está sob suspeita de ter favorecido a ex-namorada em um concurso público para tabelião, em 2008, quando era corregedor do TJ e presidiu a comissão do concurso.

O concurso foi anulado pelo Conselho Nacional de Justiça, em abril. A sindicância foi aberta no dia 26 pelo ministro-corregedor do CNJ, Gilson Dipp.

Inscritos no concurso denunciaram ao CNJ que a segunda colocada, Flávia Mansur Fernandes, era namorada de Luiz Zveiter. Questionaram também a aprovação de Heloísa Estefan Prestes, amiga de Zveiter.

A sindicância está em fase de coleta de provas e de ouvir testemunhas. Caso haja decisão por abrir processo administrativo disciplinar, a punição máxima, diz o CNJ, é a aposentadoria compulsória.

Segundo portaria que instituiu a sindicância, Zveiter nomeou Heloísa Prestes para o 2º Ofício de Justiça de Niterói -cuja arrecadação foi de R$ 2,48 milhões em 2008-, quando deveria ter nomeado o tabelião substituto mais antigo do cartório.

Depois, designou Flávia Mansur para ser tabeliã substituta no mesmo lugar.

OUTRO LADO

O presidente do TJ-RJ afirmou, por meio de sua assessoria, que o concurso obedeceu ""rigorosamente todos os aspectos da legalidade e impessoalidade" e que foi conduzido pelo Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Disse que a decisão sobre a anulação é questionada no Supremo Tribunal Federal e que ""confia plenamente na lisura dos membros da comissão de concurso".

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