quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PEREGRINO E CABRAL LEVAM AO AR E REQUENTAM ACUSAÇÕES/DENUNCIAS PROTOCOLADAS POR ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA EM 1998, NO ÚLTIMO DEBATE DA CAMPANHA









PEREGRINO E CABRAL SÃO DESTAQUES NO EMBATE DA TV GLOBO

PEREGRINO E CABRAL LEVAM AO AR E REQUENTAM ACUSAÇÕES/DENUNCIAS PROTOCOLADAS POR ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA EM 1998, NO ÚLTIMO DEBATE DA CAMPANHA POLÍTICA DE 2010


No último embate na TV da campanha ao governo do Rio, candidatos repisam críticas sobre padrinhos, família e milícia
Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro | 29/09/2010 00:45
Mudar o tamanho da letra: A+ A- Faltando apenas cinco dias para as eleições, os candidatos ao governo do Estado do Rio participaram na noite desta terça-feira (28) do último debate do primeiro turno, realizado pela TV Globo. Em quatro blocos, Sérgio Cabral (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR) debateram e responderam perguntas sobre temas diversos. Como nos debates anteriores realizados no período eleitoral, Peregrino direcionou suas críticas contra Cabral, líder nas pesquisas. Já Gabeira, preferiu manter um tom mais ameno.

O primeiro bloco começou com uma pergunta de Peregrino para Cabral sobre os projetos para a área de transporte público durante as Olimpíadas Rio 2016. Como já havia feito em outros encontros, o candidato do PR questionou o atual governador citando o fato do escritório de advocacia da esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, defender concessionárias de transporte público no Rio.



Foto: Agência O Globo
Gabeira, Peregrino e Cabral no debate

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“As barcas estão se chocando, os trens e metrôs estão lotados. O poder público não está fiscalizando as concessionárias. Como é possível que haja uma fiscalização se o escritório que defende as concessionárias é da sua própria esposa”, questionou, comparando o fato com o episódio de afastamento da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, envolvida com acusações de tráfico de influência.

Cabral rebateu a provocação de Peregrino ressaltando que sua esposa já possuía o escritório de advocacia antes de conhecê-la. O peemedebista ainda aproveitou a resposta para alfinetar Rosinha Garotinho e seu marido, Anthony Garotinho, seus desafetos e padrinhos políticos de Peregrino. “O Garotinho foi governador e a esposa foi secretária. A Rosinha foi governadora e seu marido foi secretário. A minha mulher já tinha uma profissão”, frisou.

Ainda no primeiro bloco, o tema da Segurança Pública foi abordado e Gabeira e Peregrino criticaram o modelo do atual governo. “As UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora] foram um sucesso onde foram instaladas, mas o problema é mais amplo”, disse o candidato do PV. “O governador informa com 48 horas de antecedência a ocupação policial para os bandidos fugirem. É uma panacéia. Uma tentativa de iludir o cidadão”, opinou o candidato do PR.

Provocações

A questão da segurança pública continuou sendo citada no segundo bloco do debate. Cabral questionou a ausência de projetos de Gabeira para a área durante seu mandato como deputado federal. “Sua visão de segurança pública é muito limitada. Temos verbas de R$ 5 milhões. Não vamos resolver os problemas de segurança pública com essa verba, tarefa essa que é sua enquanto governador”, respondeu o candidato do PV.

O clima hostil entre Peregrino e Cabral também continuou no segundo bloco. O político do PR questionou o atual governador sobre uma mansão do peemedebista supostamente avaliada em R$ 4 milhões e que teria sido declarada junto ao Tribunal Regional Eleitoral com o valor de R$ 200 mil.

“Você está repetindo o papel de seus padrinhos. Tenho essa casa há 12 anos. Você é patrocinado por um candidato a deputado pendurado por uma liminar. Você é patrocinado por uma prefeita cassada”, atacou Cabral. “Você não pode se servir a esse jogo sujo dos seus patrocinadores. Você é um homem mais velho, de cabelos brancos. Não se preste a esse papel ridículo”, ironizou, completando que R$ 4 milhões seria o valor corrigido de sua mansão.

Milícias

No terceiro bloco, Peregrino optou por alfinetar Cabral relembrando que o governador participou em 2006 da campanha eleitoral ao lado do ex-deputado Natalino Guimarães, preso por acusações de liderar uma milícia que atua na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. A luta contra esses grupos paramilitares é uma das bandeiras políticas de Cabral.

No quarto bloco, uma resposta de Gabeira a Peregrino resumiu o tom do último debate antes das eleições. O candidato do PR perguntou ao político do PV como ele avaliava os avanços industriais alcançados no atual governo, comparando com os projetos realizados por Anthony e Rosinha Garotinho. “Não gostaria de entrar na briga dos dois governos porque não participei de nenhum dos dois”, finalizou

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